
É comum o paciente receber um pedido de ressonância no pós-operatório da cirurgia de quadril e nas consultas de acompanhamento e precisa lidar com a dúvida se o metal da prótese vai atrapalhar o exame ou causar algum risco. Afinal, quem tem prótese de quadril pode fazer ressonância?

Na grande maioria dos casos, quem tem prótese de quadril pode fazer ressonância magnética com segurança. Alguns cuidados ajudam a garantir que o exame seja feito do jeito certo e com imagens de boa qualidade.
Neste texto, explico por que a prótese é compatível com a ressonância, o que muda na qualidade das imagens e o que você precisa informar à equipe antes do exame.
A ressonância usa um campo magnético muito forte e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas dos tecidos do corpo.
Ela mostra com precisão músculos, tendões, cartilagens, ligamentos, medula óssea e órgãos internos, sem usar radiação.
Esse campo magnético atrai objetos feitos de materiais ferromagnéticos, como o ferro e alguns tipos de aço. É por isso que as clínicas perguntam sobre metais no corpo antes de qualquer exame.
As próteses de quadril modernas são fabricadas com titânio, ligas de cobalto e cromo, cerâmica e polietileno.
Esses materiais têm pouca ou nenhuma atração pelo campo magnético. A prótese também fica firmemente fixada ao osso, seja por cimento ósseo, seja pela integração do osso à superfície do implante.
Na prática, isso significa que quem tem prótese de quadril pode fazer ressonância: a prótese permanece no lugar durante o exame. O aquecimento do implante pelas ondas de rádio, outro ponto avaliado pelos fabricantes, fica dentro de limites seguros nas condições de exame previstas para esse tipo de implante.
Os fabricantes classificam a maioria das próteses de quadril como condicionais para ressonância. Elas são seguras dentro de parâmetros específicos de intensidade do campo magnético e de tempo de exame, que a equipe da clínica conhece e aplica.
Neste vídeo, mostro na prática a diferença entre a prótese de quadril cimentada e a não cimentada e como cada uma se fixa ao osso:
O principal efeito da prótese na ressonância é na imagem. O metal distorce o campo magnético ao redor dele e gera artefatos: áreas escuras, borradas ou deformadas na região próxima ao implante.
Na prática:
Quando preciso avaliar a própria região da prótese, solicito ressonância com protocolo de redução de artefato metálico, conhecido pela sigla MARS.
Essas sequências ajustam os parâmetros do aparelho para diminuir a distorção e permitem avaliar tendões, músculos, coleções de líquido e a reação dos tecidos ao redor do implante.
Aparelhos de 1,5 tesla costumam gerar menos artefato do que os de 3 tesla em pacientes com metal. Por isso, a escolha do equipamento também faz parte do planejamento.
Para quem quiser entender melhor como funciona o exame, o portal RadiologyInfo, mantido por sociedades de radiologia dos Estados Unidos, explica a ressonância magnética para pacientes (em inglês).
Indico a ressonância magnética em situações específicas no acompanhamento de quem já operou:
Antes da ressonância magnética, algumas informações ajudam a equipe da clínica a planejar o exame com segurança:
Guarde o cartão do implante entregue depois da cirurgia junto com seus documentos. Ele facilita a liberação do exame em qualquer clínica ou hospital.
Em muitos casos, o ponto mais delicado da triagem está em outros dispositivos. Marcapassos, desfibriladores, neuroestimuladores, implantes cocleares, alguns clipes de aneurisma e fragmentos metálicos nos olhos exigem avaliação específica antes da ressonância.
Se você tem algum desses, informe sempre, mesmo que o exame seja do quadril.
Próteses de quadril são implantes passivos, fixados ao osso desde a cirurgia. Em geral, a ressonância pode ser feita no pós-operatório quando houver indicação clínica.
Cada serviço de imagem segue o próprio protocolo de liberação, e algumas clínicas pedem uma declaração médica ou o relatório da cirurgia. Se o pedido surgir nas primeiras semanas, converse comigo para alinharmos a melhor data.
Dependendo do que precisa ser investigado, outros exames podem trazer a resposta com mais clareza:
A escolha do exame parte da pergunta clínica. Muitas vezes, a combinação de dois métodos é o que fecha o diagnóstico.
Além da ressonância magnética, outras situações envolvem metal no cotidiano. Detectores de aeroportos podem apitar com a prótese, e o cartão do implante ajuda na inspeção.
Já aparelhos de eletroterapia na fisioterapia e bisturis elétricos em outras cirurgias exigem que a equipe saiba da prótese para ajustar o procedimento.
Leia também: Prótese de quadril: como é a cirurgia, da indicação à alta.
Se você tem prótese de quadril e recebeu um pedido de ressonância, ou sente alguma dor que precisa ser investigada, uma avaliação especializada ajuda a escolher o exame certo e interpretar o resultado no contexto da sua cirurgia.
Quem tem prótese de quadril pode fazer ressonância com segurança, e o acompanhamento certo faz diferença. Agende uma consulta com o Dr. Cristiano Diesel e faça o acompanhamento da sua prótese com segurança.
No WhatsApp Number Found!
WhatsApp us